Quando o assunto é NR-01 e riscos psicossociais, duas reações aparecem rápido:
- “Mais uma obrigação.”
- “Um tema de saúde mental.”
As duas leituras perdem o ponto central: a NR-01 obriga a empresa a enxergar e tratar o que antes ficava invisível — e caro. E quando algo invisível passa a ser medido, gerido e evidenciado, ele deixa de ser “custo inevitável” e vira alavanca de eficiência e governança.
Hoje, saúde mental e fatores psicossociais já impactam diretamente a conta da empresa. Estimativas globais apontam que depressão e ansiedade geram a perda de ~12 bilhões de dias de trabalho por ano, com custo próximo de US$ 1 trilhão para a economia.
No Brasil, mais de 472 mil pessoas se afastaram do trabalho em 2024 por questões de saúde mental (benefícios concedidos após perícia).
E o que isso tem a ver com NR-01? Tudo. Porque a norma empurra as empresas para um modelo que faz sentido: gestão contínua, com ações e evidências, não “documento para cumprir tabela”. O texto consolidado da NR-01 e a Portaria que prorroga o início de vigência do capítulo relacionado trazem o marco de 26 de maio de 2026.
O custo invisível: afastamento não é um evento — é um ciclo caro
Quando o risco psicossocial não é gerido, a empresa entra num loop:
- o problema cresce sem ser visto
- estoura em afastamento, turnover, conflitos, queda de produtividade
- RH e liderança “correm atrás” (substituição, treinamento, redistribuição de carga)
- jurídico e compliance entram para “mitigar” depois do fato
- o problema raiz continua, e o ciclo recomeça
A consequência é uma conta que quase nunca aparece inteira num relatório:
- tempo perdido de gestão (líder + RH + operação)
- ramp-up de reposição
- queda de produtividade do time
- reputação e confiança interna (adesão cai; silêncio aumenta)
- risco jurídico e de auditoria (falta de evidência)
A NR-01, quando feita do jeito certo, é justamente o mecanismo para interromper esse ciclo.
A virada: NR-01 como sistema de gestão (não como checklist)
A NR-01 (no contexto do GRO/PGR) puxa a empresa para um modelo simples e poderoso: rotina + evidência.
Na prática, fazer NR-01 direito exige 3 papéis:
1) Mapear (com método e governança)
- identificar fatores de risco por recortes (área, unidade, turno, função, liderança)
- garantir confidencialidade/anonimato quando necessário
- padronizar a coleta para evitar “cada um mede do seu jeito”
2) Identificar (com dados, não opinião)
Aqui é onde o jogo muda. Em vez de “clima”, você passa a enxergar:
- hotspots (onde está concentrado o risco)
- tendência (piora/melhora ao longo de ciclos)
- sinais precoces (antes de virar afastamento)
O “achismo” perde força porque agora existe comparabilidade e histórico.
3) Executar e evidenciar (o que realmente conta)
Plano de ação sem evidência não protege a empresa nem as pessoas. O que funciona é:
- ação com responsável e prazo
- acompanhamento por rotina (quinzenal/mensal)
- evidências anexadas (o que foi feito, quando, por quem)
- registro da evolução (antes/depois)
Esse tripé (mapa → identificação → execução com evidência) é o que transforma compliance em gestão.
Onde entra IA e análise de dados (de forma prática)
IA não é “enfeite”. Em NR-01, ela serve para reduzir esforço e aumentar consistência:
- padronizar e organizar entradas (menos ruído, menos retrabalho)
- acelerar análise e leitura de tendências (por recortes)
- transformar diagnóstico em plano acionável (roteiros e recomendações baseadas em boas práticas, com validação humana)
- automatizar governança e evidências (trilha auditável, histórico, anexos, versionamento)
O resultado é simples: menos tempo em planilha, mais tempo em gestão.
A oportunidade para RH (e para a empresa)
Para RH, a NR-01 é uma chance rara de posicionamento estratégico:
- sair do “cuidar” como discurso e entrar no cuidar com evidência
- comprovar que cuidado humano e ROI andam juntos
- falar com CFO/CEO com indicadores (sem depender de narrativa emocional)
- ganhar previsibilidade e confiança por operar um sistema contínuo
Em outras palavras: NR-01 bem feita protege pessoas, protege a empresa e eleva a maturidade da gestão de capital humano.
Um caminho pragmático: implementar em 30 dias (sem travar a operação)
Semana 1 (fundação):
- governança (RH + SST/EHS + Jurídico/Compliance + liderança)
- política de confidencialidade/anonimato
- estrutura de recortes (área/unidade/turno)
Semana 2 (baseline):
- primeira coleta estruturada
- dashboards iniciais (hotspots e recortes)
Semana 3–4 (execução):
- plano de ação com responsáveis e prazos
- rotina de acompanhamento
- evidências organizadas desde o dia 1
Como a Livon suporta esse ciclo
A Livon foi desenhada para transformar NR-01 em rotina gerenciável: coleta estruturada, BI/analytics por recortes, automação de planos e evidências auditáveis — com IA acelerando análise e execução.
Se você quiser ver o modelo aplicado à prática (riscos psicossociais + NR-01), aqui está a página da solução:
https://soulivon.com.br/livon-nr01-riscos-psicossociais/
Se você lidera RH, SST/EHS, Jurídico ou operação, a pergunta é:
você consegue mostrar em minutos “o que foi feito” e “quais evidências existem”?
Se não, você não tem um sistema — você tem um esforço pontual. Em 2026, isso fica caro.

