Se a sua operação ainda trata NR-01 como “gerar um documento”, você está deixando valor (e segurança) na mesa.
O GRO (Gerenciamento de Riscos Ocupacionais) não é um PDF: é um ciclo contínuo que começa na coleta, passa por avaliação e plano de ação, e termina (de verdade) em evidência auditável — com revisão e melhoria constante.
A diferença entre “cumprir” e “gerir” é simples:
- Cumprir: faz levantamento, monta PGR/PGRP, entrega, arquiva.
- Gerir: mede, prioriza, executa, comprova, reavalia — em ciclos.
Neste artigo, você vai ver como montar o ciclo completo e como a Livon automatiza do GRO ao PGRP: coleta → análise → priorização → plano → evidências → documento.
O problema real do GRO na prática (onde tudo quebra)
Na maioria das empresas, o GRO falha por 5 gargalos:
- Coleta fragmentada (planilhas, formulários soltos, e-mails, consultoria com arquivos)
- Baixa rastreabilidade (não dá para provar “quem fez o quê, quando e por quê”)
- Priorização no achismo (sem score consistente e comparável por área/unidade)
- Plano de ação sem governança (sem dono, prazos, SLA, evidência)
- Documento desconectado da operação (o PGRP não reflete a rotina — vira “foto antiga”)
O resultado é caro: retrabalho, inconsistências, riscos acumulados e auditoria lenta.
O ciclo completo do GRO ao PGRP (o modelo que funciona)
Pense em 6 etapas, em loop (PDCA):
1) Coleta estruturada e contínua (entrada confiável)
Aqui nasce a qualidade do seu GRO. Você precisa padronizar a entrada:
- inventário de perigos/fatores de risco por unidade/atividade/função
- registros de observações/inspeções/incidentes/quase-acidentes (quando aplicável)
- avaliações e controles existentes
- evidências (fotos, anexos, documentos)
- campanhas específicas para riscos psicossociais (quando no escopo)
O erro comum: coletar “uma vez” para gerar o documento.
O certo: coletar por ciclos curtos (mensal/trimestral) para manter o PGRP vivo.
2) Normalização e qualidade de dados (sem ruído)
Quando cada área escreve “do seu jeito”, você perde comparabilidade.
O que precisa existir:
- taxonomia de riscos e categorias padronizadas
- regras mínimas de preenchimento
- validações (campos obrigatórios, coerência, duplicidade)
- controle de versões (o que mudou e quando)
3) Avaliação e score de criticidade (priorização técnica)
O coração do GRO é decidir o que é mais crítico e por quê.
Um score robusto costuma combinar:
- probabilidade (chance do evento ocorrer)
- severidade (impacto potencial)
- exposição (quantas pessoas, por quanto tempo)
- efetividade do controle (o quanto o controle reduz o risco)
- tendência (piora/melhora nos ciclos)
Sem score: você administra pelo “barulho”.
Com score: você administra pelo risco.
4) Plano de ação (PGRP) com governança real
PGRP bom é aquele que vira rotina.
Requisitos mínimos para funcionar:
- ação específica (não genérica)
- responsável (dono único)
- prazo e prioridade
- recursos necessários
- evidências obrigatórias (o que comprova execução)
- indicador de efetividade (antes/depois)
SLA e acompanhamento são o que transformam plano em execução.
5) Evidências e trilha auditável (o que “fecha” o ciclo)
Auditoria não quer ouvir “a gente fez”. Quer ver.
Você precisa manter:
- trilha (quem aprovou, quando, o que mudou)
- anexos e evidências por ação
- histórico (baseline → execução → impacto)
- relatórios por período e por unidade
Isso reduz risco jurídico e acelera fiscalizações.
6) Geração do documento (PGRP/PGR) como consequência
O documento deixa de ser “a entrega” e vira “o espelho” do sistema.
Quando as etapas anteriores estão organizadas, gerar PGRP/PGR vira:
- padronização automática por estrutura
- consistência (mesmo dado → mesmo documento)
- atualização rápida quando algo muda
- exportação sempre pronta (auditoria-ready)
Onde a Livon automatiza o ciclo (da coleta ao documento)
A Livon foi desenhada para tirar o GRO do operacional reativo e levar para gestão preventiva, integrada e auditável — com IA e analytics apoiando as rotinas.
Na prática:
Coleta e campanhas (dados entrando do jeito certo)
- formulários e fluxos padronizados por unidade/atividade
- campanhas para fatores específicos (incluindo psicossociais)
- governança de acesso e confidencialidade quando necessário
- controle de adesão e qualidade de dados
Analytics e visibilidade (hotspots e priorização)
- dashboards por recortes: unidade, diretoria, função, turno, liderança
- ranking de criticidade (top riscos)
- tendência por ciclo (piora/melhora)
- alertas operacionais (atrasos, concentração, queda de adesão)
IA aplicada (menos esforço, mais precisão)
- classificação e padronização de entradas (reduz ruído e retrabalho)
- análise de texto (quando há campos abertos) para identificar temas recorrentes
- recomendações de ações baseadas em biblioteca + contexto (sempre com validação humana)
- apoio na consolidação para relatórios e documentos
PGRP executável (ação no controle)
- plano com donos, prazos, SLA e status
- checklist de evidências por ação
- trilha auditável e histórico
- acompanhamento por rituais (EHS/RH/gestão)
Documento pronto (sempre atualizado)
- geração estruturada a partir da base única
- consistência entre inventário, avaliação e plano
- exportação rápida para auditoria e governança
O que muda quando você automatiza (benefícios operacionais e executivos)
Para EHS / SST / RH (operações)
- menos retrabalho e planilha
- priorização clara (o que atacar primeiro)
- plano que anda (SLA + evidência)
- facilidade para revisar ciclos e mostrar melhoria
Para diretoria / CFO / CEO (gestão)
- visibilidade do risco real (por área e tendência)
- redução de exposição (passivo e risco reputacional)
- governança auditável (sem corrida de última hora)
- narrativa financeira (produtividade, absenteísmo, turnover — quando conectado)
Como começar (sem travar o time)
Ciclo 1 (2–4 semanas):
- padronizar taxonomia + critérios de score
- rodar coleta mínima (baseline) em áreas prioritárias
- gerar primeiros dashboards e ranking
Ciclo 2 (4–8 semanas):
- abrir plano de ação com SLA e evidências
- acompanhar execução quinzenalmente
- começar medição antes/depois
Ciclo 3 (contínuo):
- expandir para mais unidades/áreas
- automatizar relatórios e exportações
- manter auditoria pronta o ano inteiro
Se você quer sair do “documento” e entrar no ciclo completo GRO → PGRP, o próximo passo é simples:
Rodar um baseline (coleta + score + top riscos) e transformar em plano rastreável com evidências.

