Todo ano, o mesmo roteiro:
- a operadora apresenta o reajuste;
- RH/Benefícios tenta negociar;
- o orçamento estoura;
- a empresa corta investimento em gente… para pagar o aumento do plano.
O problema é que o reajuste não é um evento isolado. Ele é o resultado de uma equação que já estava rodando há meses: sinistralidade alta + uso descontrolado + risco populacional crescendo — e o absenteísmo entra como um “termômetro” (e também como acelerador) desse ciclo.
Neste artigo, vamos explicar:
- por que o plano sobe (mecanismo real, sem mistério);
- como absenteísmo e sinistralidade se alimentam;
- o impacto financeiro direto e o “custo invisível”;
- e como a Livon usa IA + execução para reduzir o risco, baixar sinistralidade e sustentar uma negociação com evidência, reduzindo a pressão do reajuste.
Por que o plano de saúde sobe anualmente (na prática)
Existem vários fatores, mas em contratos corporativos o motor principal costuma ser um só:
Sinistralidade
Sinistralidade é a relação entre o que a operadora gastou com a utilização do seu grupo e o que a empresa pagou.
- Quando a sinistralidade passa de 70–80%, o plano já entrou em zona de desequilíbrio.
- Em muitos segmentos, a sinistralidade bate >100% (a conta não fecha).
- E quando isso acontece, o reajuste tende a vir com força: 2 a 3 dígitos em cenários críticos.
Em outras palavras: o reajuste é o preço do risco passado + proteção contra risco futuro.
O elo que muita empresa ignora: absenteísmo não é “apenas falta” — é risco em tempo real
Absenteísmo alto quase nunca é “um problema de RH”. Ele é um sinal de que a saúde da população está deteriorando (ou que o sistema não está conseguindo conter agravamentos).
E o impacto é enorme:
- Em empresas brasileiras com +1.000 colaboradores, o custo “escondido” de afastamentos pode chegar a R$ 3,2 milhões/ano (substituição, perda de eficiência, passivo, retrabalho etc.).
- O presenteísmo (trabalhar doente) pode reduzir produtividade em até 33%.
- Globalmente, há estimativas de US$ 2.650–US$ 3.600 por colaborador/ano em custo de absenteísmo.
O que isso tem a ver com o plano?
Absenteísmo alto costuma vir junto de:
- mais pronto atendimento (uso caro e reativo);
- mais exames repetidos;
- tratamentos interrompidos;
- crônicos sem acompanhamento (hipertensão, diabetes, obesidade, dores osteomusculares, saúde mental);
- e, em alguns casos, eventos de alto custo que “explodem” a sinistralidade.
Tradução: absenteísmo é um indicador de que o seu grupo está ficando mais caro — não só em folha e operação, mas também dentro do plano.
O custo real do reajuste: não é só pagar mais — é deixar de investir em capital humano
Quando o plano sobe, a empresa raramente “ganha dinheiro extra”. Ela tira de algum lugar.
E quase sempre tira de onde mais reduz risco no longo prazo: capital humano.
Cenário (simulação simples para visualizar)
Imagine uma empresa com 3.000 vidas no plano.
Custo médio mensal por vida (empresa): R$ 900 (exemplo hipotético).
- Custo anual: 3.000 × 900 × 12 = R$ 32,4 milhões/ano
- Reajuste de 20% = +R$ 6,48 milhões/ano
Agora pense no que R$ 6,48 milhões poderia financiar (dependendo do perfil da operação):
- reforço de saúde mental e apoio psicossocial (contínuo, não pontual);
- ergonomia e redesign de postos críticos;
- trilhas de cuidado para crônicos (gestão ativa, não só campanha);
- capacitação de liderança (redução de adoecimento por clima/gestão);
- tecnologia e processos para integrar dados e atuar preventivamente.
O ciclo perverso é este:
o plano sobe → a empresa corta prevenção → o risco aumenta → o plano sobe mais.
Por que muitas empresas perdem a negociação (mesmo “fazendo um monte de ação”)
Negociação com operadora não é sobre discurso. É sobre evidência.
O que costuma acontecer:
- a empresa tem dados espalhados (operadora, clínica, documentos, planilhas, sistemas);
- recebe relatórios atrasados e pouco acionáveis;
- não consegue provar tendência futura nem demonstrar gestão ativa do risco;
- chega na mesa com ações pontuais (palestras/campanhas) sem conexão direta com sinistro e custo.
A operadora, por outro lado, precifica olhando histórico e risco projetado. Se você não muda o risco — e não prova isso — o reajuste vem.
A virada: reduzir reajuste não é “negociar melhor”. É
reduzir risco antes do custo acontecer
.
Aqui entra a diferença entre “programa de saúde” e gestão inteligente de risco em saúde.
A Livon atua exatamente nesse ponto: transformar dados fragmentados em previsibilidade e execução, usando IA para antecipar custo, priorizar intervenção e sustentar negociação.
Como a Livon reduz a pressão do reajuste (a parte mais importante)
Você pediu para “caprichar” — então vamos com clareza e profundidade.
Antes: é importante ser honesto com o mecanismo. Quem aplica o reajuste é a operadora, mas a Livon atua nos fatores que mais determinam esse reajuste:
- sinistralidade do grupo;
- ocorrência de eventos de alto custo;
- consumo descontrolado e reativo (pronto atendimento / repetição / agravamento);
- falta de gestão populacional e de evidência na negociação.
A “garantia” da Livon é sobre mudar a equação e provar isso com método, dados e rotina.
O que a IA da Livon faz (de forma aplicada)
1)
Orquestração de dados (o básico que quase ninguém faz bem)
A Livon consolida e estrutura dados dispersos (uso do plano, afastamentos, atestados, perfis, regiões, funções, documentos), reduzindo o “apagão de informação” que impede ação rápida.
Sem isso, qualquer gestão vira campanha.
2)
Detecção de alto uso e risco antes do pico
A Livon usa modelos para identificar padrões de consumo e risco (pessoas, perfis, áreas, famílias) antes que virem sinistros caros — para conter escalada.
Na prática, isso evita o efeito dominó:
dúvida sem orientação → uso reativo → agravamento → evento caro → sinistralidade explode → reajuste.
3)
Segmentação de risco por perfil (onde agir primeiro)
Em vez de ações “para todo mundo”, a IA ajuda a responder:
- quais grupos estão puxando custo?
- quais grupos estão prestes a puxar custo?
- qual risco é prevenível e com que tipo de intervenção?
Isso faz a verba de saúde deixar de ser “spray and pray” e virar alocação inteligente.
4)
Intervenções preventivas direcionadas (com execução, não só recomendação)
A Livon estrutura intervenções que atacam onde o custo nasce:
- crônicos sem acompanhamento,
- saúde mental e afastamentos recorrentes,
- grupos críticos (ex.: gestantes, idosos, comorbidades),
- e situações de repetição de uso (exames/terapias/urgência).
Aqui está o ponto que muita consultoria falha: IA sem execução é insight bonito.
A Livon operacionaliza.
5)
Previsibilidade orçamentária + priorização por ROI
A IA serve para responder a pergunta que CFO mais precisa:
“Se eu investir aqui, quanto risco eu reduzo — e qual retorno eu espero?”
Isso muda o jogo porque permite:
- planejar em vez de apagar incêndio;
- agir antes do custo bater no caixa;
- e evitar cortes cegos que pioram a curva.
6)
Negociação com evidência (relatórios auditáveis e narrativa técnica)
A Livon transforma diagnóstico e ações em materiais de negociação (benchmark, causas raiz, plano de gestão, monitoramento de tendências).
Operadora responde a evidência. E evidência muda o poder na mesa.
Resultados que sustentam a tese (não é promessa vazia)
Em bases de resultados reportados pela Livon:
- há casos de redução de até 25% na sinistralidade em 6 meses com gestão preditiva e ações direcionadas;
- e reduções de absenteísmo na faixa de 20–35% em 3–6 meses com IA e analytics em gestão ativa.
Além disso, existem referências de economias milionárias associadas a redução de absenteísmo/afastamentos (ex.: casos com milhões em economia anual e semestral em operações de milhares de colaboradores).
Por que isso importa para reajuste?
Porque reduzir sinistralidade e eventos de alto custo é exatamente o que reduz a pressão do aumento.
O “modelo Livon” em 90 dias (o que muda rápido)
Um jeito útil de entender a estratégia é assim:
Dias 0–30: Diagnóstico acionável
- mapear drivers de custo (onde está o gasto e por quê);
- identificar grupos críticos;
- estruturar base de dados confiável.
Dias 31–60: Predição + priorização
- projetar risco de alto uso;
- priorizar ações por impacto/custo;
- desenhar intervenções com foco em reduzir sinistro evitável.
Dias 61–90: Execução + prova
- implementar ações direcionadas;
- medir efeitos iniciais (uso, urgência, repetição, afastamentos);
- consolidar evidência para mesa de negociação.
O segredo aqui: não esperar o reajuste chegar para começar a atuar.
Quando chega, já é tarde — você está negociando o passado.
O “antes e depois” que muda a vida do RH (e o caixa do CFO)
Antes (o padrão)
- dados espalhados
- decisões no escuro
- ações genéricas
- negociação fraca
- reajuste forte
- corte em capital humano
Depois (gestão com IA + execução)
- dados unificados e auditáveis
- risco previsto com antecedência
- ações cirúrgicas onde o custo nasce
- prova contínua do que está sendo feito
- negociação sustentada por evidência
- menos pressão de reajuste e mais previsibilidade
Conclusão: o plano sobe quando o risco sobe — e risco se gerencia (não se aceita)
Se a sua empresa só “reage ao reajuste”, a tendência é o ciclo piorar.
O caminho sustentável é:
- tratar absenteísmo como sinal de risco (não só indicador de RH),
- atacar sinistralidade com gestão preditiva,
- e substituir ações pontuais por uma rotina de saúde corporativa integrada, mensurável e executável.
É exatamente nesse ponto que a Livon se posiciona: IA aplicada + operação + resultado para reduzir desperdício, evitar agravamentos e proteger orçamento de capital humano.

