Plano de saúde subindo todo ano? O “culpado” muitas vezes é o mesmo: absenteísmo (e falta de gestão preditiva)

reajuste plano de saúde

Todo ano, o mesmo roteiro:

  1. a operadora apresenta o reajuste;
  2. RH/Benefícios tenta negociar;
  3. o orçamento estoura;
  4. a empresa corta investimento em gente… para pagar o aumento do plano.

O problema é que o reajuste não é um evento isolado. Ele é o resultado de uma equação que já estava rodando há meses: sinistralidade alta + uso descontrolado + risco populacional crescendo — e o absenteísmo entra como um “termômetro” (e também como acelerador) desse ciclo.

Neste artigo, vamos explicar:

  • por que o plano sobe (mecanismo real, sem mistério);
  • como absenteísmo e sinistralidade se alimentam;
  • o impacto financeiro direto e o “custo invisível”;
  • e como a Livon usa IA + execução para reduzir o risco, baixar sinistralidade e sustentar uma negociação com evidência, reduzindo a pressão do reajuste.

Por que o plano de saúde sobe anualmente (na prática)

Existem vários fatores, mas em contratos corporativos o motor principal costuma ser um só:

Sinistralidade

Sinistralidade é a relação entre o que a operadora gastou com a utilização do seu grupo e o que a empresa pagou.

  • Quando a sinistralidade passa de 70–80%, o plano já entrou em zona de desequilíbrio.
  • Em muitos segmentos, a sinistralidade bate >100% (a conta não fecha).
  • E quando isso acontece, o reajuste tende a vir com força: 2 a 3 dígitos em cenários críticos.

Em outras palavras: o reajuste é o preço do risco passado + proteção contra risco futuro.


O elo que muita empresa ignora: absenteísmo não é “apenas falta” — é risco em tempo real

Absenteísmo alto quase nunca é “um problema de RH”. Ele é um sinal de que a saúde da população está deteriorando (ou que o sistema não está conseguindo conter agravamentos).

E o impacto é enorme:

  • Em empresas brasileiras com +1.000 colaboradores, o custo “escondido” de afastamentos pode chegar a R$ 3,2 milhões/ano (substituição, perda de eficiência, passivo, retrabalho etc.).
  • O presenteísmo (trabalhar doente) pode reduzir produtividade em até 33%.
  • Globalmente, há estimativas de US$ 2.650–US$ 3.600 por colaborador/ano em custo de absenteísmo.

O que isso tem a ver com o plano?

Absenteísmo alto costuma vir junto de:

  • mais pronto atendimento (uso caro e reativo);
  • mais exames repetidos;
  • tratamentos interrompidos;
  • crônicos sem acompanhamento (hipertensão, diabetes, obesidade, dores osteomusculares, saúde mental);
  • e, em alguns casos, eventos de alto custo que “explodem” a sinistralidade.

Tradução: absenteísmo é um indicador de que o seu grupo está ficando mais caro — não só em folha e operação, mas também dentro do plano.


O custo real do reajuste: não é só pagar mais — é deixar de investir em capital humano

Quando o plano sobe, a empresa raramente “ganha dinheiro extra”. Ela tira de algum lugar.

E quase sempre tira de onde mais reduz risco no longo prazo: capital humano.

Cenário (simulação simples para visualizar)

Imagine uma empresa com 3.000 vidas no plano.

Custo médio mensal por vida (empresa): R$ 900 (exemplo hipotético).

  • Custo anual: 3.000 × 900 × 12 = R$ 32,4 milhões/ano
  • Reajuste de 20% = +R$ 6,48 milhões/ano

Agora pense no que R$ 6,48 milhões poderia financiar (dependendo do perfil da operação):

  • reforço de saúde mental e apoio psicossocial (contínuo, não pontual);
  • ergonomia e redesign de postos críticos;
  • trilhas de cuidado para crônicos (gestão ativa, não só campanha);
  • capacitação de liderança (redução de adoecimento por clima/gestão);
  • tecnologia e processos para integrar dados e atuar preventivamente.

O ciclo perverso é este:

o plano sobe → a empresa corta prevenção → o risco aumenta → o plano sobe mais.


Por que muitas empresas perdem a negociação (mesmo “fazendo um monte de ação”)

Negociação com operadora não é sobre discurso. É sobre evidência.

O que costuma acontecer:

  • a empresa tem dados espalhados (operadora, clínica, documentos, planilhas, sistemas);
  • recebe relatórios atrasados e pouco acionáveis;
  • não consegue provar tendência futura nem demonstrar gestão ativa do risco;
  • chega na mesa com ações pontuais (palestras/campanhas) sem conexão direta com sinistro e custo.

A operadora, por outro lado, precifica olhando histórico e risco projetado. Se você não muda o risco — e não prova isso — o reajuste vem.


A virada: reduzir reajuste não é “negociar melhor”. É 

reduzir risco antes do custo acontecer

.

Aqui entra a diferença entre “programa de saúde” e gestão inteligente de risco em saúde.

A Livon atua exatamente nesse ponto: transformar dados fragmentados em previsibilidade e execução, usando IA para antecipar custo, priorizar intervenção e sustentar negociação.


Como a Livon reduz a pressão do reajuste (a parte mais importante)

Você pediu para “caprichar” — então vamos com clareza e profundidade.

Antes: é importante ser honesto com o mecanismo. Quem aplica o reajuste é a operadora, mas a Livon atua nos fatores que mais determinam esse reajuste:

  • sinistralidade do grupo;
  • ocorrência de eventos de alto custo;
  • consumo descontrolado e reativo (pronto atendimento / repetição / agravamento);
  • falta de gestão populacional e de evidência na negociação.

A “garantia” da Livon é sobre mudar a equação e provar isso com método, dados e rotina.

O que a IA da Livon faz (de forma aplicada)

1) 

Orquestração de dados (o básico que quase ninguém faz bem)

A Livon consolida e estrutura dados dispersos (uso do plano, afastamentos, atestados, perfis, regiões, funções, documentos), reduzindo o “apagão de informação” que impede ação rápida.

Sem isso, qualquer gestão vira campanha.


2) 

Detecção de alto uso e risco antes do pico

A Livon usa modelos para identificar padrões de consumo e risco (pessoas, perfis, áreas, famílias) antes que virem sinistros caros — para conter escalada.

Na prática, isso evita o efeito dominó:

dúvida sem orientação → uso reativo → agravamento → evento caro → sinistralidade explode → reajuste.


3) 

Segmentação de risco por perfil (onde agir primeiro)

Em vez de ações “para todo mundo”, a IA ajuda a responder:

  • quais grupos estão puxando custo?
  • quais grupos estão prestes a puxar custo?
  • qual risco é prevenível e com que tipo de intervenção?

Isso faz a verba de saúde deixar de ser “spray and pray” e virar alocação inteligente.


4) 

Intervenções preventivas direcionadas (com execução, não só recomendação)

A Livon estrutura intervenções que atacam onde o custo nasce:

  • crônicos sem acompanhamento,
  • saúde mental e afastamentos recorrentes,
  • grupos críticos (ex.: gestantes, idosos, comorbidades),
  • e situações de repetição de uso (exames/terapias/urgência).

Aqui está o ponto que muita consultoria falha: IA sem execução é insight bonito.

A Livon operacionaliza.


5) 

Previsibilidade orçamentária + priorização por ROI

A IA serve para responder a pergunta que CFO mais precisa:

“Se eu investir aqui, quanto risco eu reduzo — e qual retorno eu espero?”

Isso muda o jogo porque permite:

  • planejar em vez de apagar incêndio;
  • agir antes do custo bater no caixa;
  • e evitar cortes cegos que pioram a curva.

6) 

Negociação com evidência (relatórios auditáveis e narrativa técnica)

A Livon transforma diagnóstico e ações em materiais de negociação (benchmark, causas raiz, plano de gestão, monitoramento de tendências).

Operadora responde a evidência. E evidência muda o poder na mesa.


Resultados que sustentam a tese (não é promessa vazia)

Em bases de resultados reportados pela Livon:

  • há casos de redução de até 25% na sinistralidade em 6 meses com gestão preditiva e ações direcionadas;
  • e reduções de absenteísmo na faixa de 20–35% em 3–6 meses com IA e analytics em gestão ativa.

Além disso, existem referências de economias milionárias associadas a redução de absenteísmo/afastamentos (ex.: casos com milhões em economia anual e semestral em operações de milhares de colaboradores).

Por que isso importa para reajuste?

Porque reduzir sinistralidade e eventos de alto custo é exatamente o que reduz a pressão do aumento.


O “modelo Livon” em 90 dias (o que muda rápido)

Um jeito útil de entender a estratégia é assim:

Dias 0–30: Diagnóstico acionável

  • mapear drivers de custo (onde está o gasto e por quê);
  • identificar grupos críticos;
  • estruturar base de dados confiável.

Dias 31–60: Predição + priorização

  • projetar risco de alto uso;
  • priorizar ações por impacto/custo;
  • desenhar intervenções com foco em reduzir sinistro evitável.

Dias 61–90: Execução + prova

  • implementar ações direcionadas;
  • medir efeitos iniciais (uso, urgência, repetição, afastamentos);
  • consolidar evidência para mesa de negociação.

O segredo aqui: não esperar o reajuste chegar para começar a atuar.

Quando chega, já é tarde — você está negociando o passado.


O “antes e depois” que muda a vida do RH (e o caixa do CFO)

Antes (o padrão)

  • dados espalhados
  • decisões no escuro
  • ações genéricas
  • negociação fraca
  • reajuste forte
  • corte em capital humano

Depois (gestão com IA + execução)

  • dados unificados e auditáveis
  • risco previsto com antecedência
  • ações cirúrgicas onde o custo nasce
  • prova contínua do que está sendo feito
  • negociação sustentada por evidência
  • menos pressão de reajuste e mais previsibilidade

Conclusão: o plano sobe quando o risco sobe — e risco se gerencia (não se aceita)

Se a sua empresa só “reage ao reajuste”, a tendência é o ciclo piorar.

O caminho sustentável é:

  • tratar absenteísmo como sinal de risco (não só indicador de RH),
  • atacar sinistralidade com gestão preditiva,
  • e substituir ações pontuais por uma rotina de saúde corporativa integrada, mensurável e executável.

É exatamente nesse ponto que a Livon se posiciona: IA aplicada + operação + resultado para reduzir desperdício, evitar agravamentos e proteger orçamento de capital humano.

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